18 agosto, 2009

Um problema de gostar

Um dos problemas de gostar é a medida. Deve existir outros, mas não escrevo o que não sei, deixo isso para outros que sabem.
Entendo que não se deve ter medidas para gostar, mas quem quer ser tolo o tempo todo?
Se gosta mais que o outro, sente-se excessivamente tolo. Se gosta menos, trata o outro como tolo. Quando se percebe que está sendo tolo tenta não ser mais e aí inverte os papéis. E às vezes a inversão ocorre até acabar o gostar.
Ainda não sei se existe o equilíbrio em gostar, é que é difícil saber realmente a medida do outro e quando isso ocorre é melhor o silêncio. Tentar neutralizar o gostar com o silêncio pode ser uma das soluções pra deixar o outro expressar seu gostar, mas se a cegueira existir e ele também ficar em silêncio será zero a zero.
Um gostar no zero a zero não tem emoção, mas ninguém quer ser tolo. Será que existe o equilíbrio em gostar? Se existir, goste! Todos precisam de segurança.

08 agosto, 2009

Doce Acidez Pensada

Sofisma? O que me diz é sofisma? O que eu ouvi é sofisma?
O quebra-cabeça mais uma vez espalhou-se. Por que querer ser ininteligível se o que mais preciso é de claridade?
Não quero ser inconformada, quero a satisfação, quero a contigüidade do que há de ser contíguo. Não sou uma bola! Sou uma boba com excesso.
Direto? Não! O direito de exigir ainda não me pertence. Não são argumentos! Não preciso querer te convencer, preciso te convencer mesmo sem querer.
O silêncio é o bastante, e a tua falta de visão não é saborosa, me afeta!
Piegas! Não há placidez!
Molhos pra você, excesso pra mim!