I
Acredito que não conheço bem as pessoas. Sou tão boba que me enganam facilmente. Não existem mudanças bruscas de uma hora para a outra.
Vejo que as pessoas possuem uma leve tendência à contradição e sugiro que devo relevar algumas coisas, pra não ter que deixar de gostar de muitas pessoas.
Defendo a minha seleção por pessoas, porque em um mundo tão complexo e contraditório é necessário que se opte por aqueles com menor grau de contradição.
II
Será que é necessário haver incoerência para que tenha a coerência?
Por que fujo tanto do quase, do meio termo, da imparcialidade e eles me perseguem?
Por que 100% de tudo é muito pouco?
Que loucura, viver cheia de indagações.
III
Fere, palavras ditas em momentos inoportunos e sobre coisas com pouca importância. Fere, mesmo não sendo uma arma.
Não queremos críticas tolas fundadas/infundadas em momentos de diversão. Queremos que o outro entenda que existem horas preciosas, e palavras que devem ser pensadas sem executá-las.
IV
Será que sou correta ou incorreta demais para viver nesse mundo?
É divertido, porém injusto viver em um mundo de diferença, principalmente para os menos iguais que os outros.
V
Tudo pesa!
É um peso, atitudes corretas para os incorretos. Pesa chumbo ser coerente para o incoerente, assim como um incoerente a frente do coerente. Como agir se para o outro o errado sempre é você?
Pesa na hora do sono sentir que todas suas atitudes bem pensadas e corretas podem servir de armas contra você mesmo. Às vezes acho que não deveria existir sono, pesa!
VI
Preciso de um abraço!
Abraço daqueles que pulam de alegria ao me ver, daqueles que me fazem sentir especial.
Preciso deles, e sei que eles precisam dos meus conselhos, das minhas revoltas, dos meus risos. Eles compreendem minhas atitudes, compreendem meus ataques. Eles sabem, tudo que faço é movido por amor.
Não tenho sido útil, que falta eles fazem! Quanta saudade das puxações de saco, só amigos sabem fazer bem feito.
Saudades dos sorrisos, abraços, do carinho.