Nunca pensei que pensar fosse um problema, quando descobri já era tarde, havia pensado demais... Hoje, costumo afirmar que algumas atitudes devem ser tomadas no calor da angústia ou da alegria; é que, ao adiar nossas ações, nos sobra tempo para pensar sobre todas possíveis consequências que elas ocasionarão,e é aí que o medo de agir aparece. O agir, que apenas havia sido adiado, se torna o não agir.
Parando e pensando um pouquinho (de leve, sem muito esforço), consigo lembrar de atitudes que não tomei por ter pensado demais, à vezes tenho orgulho, outras não.
ÀS VEZES, tomar atitudes sem pensar muito é a melhor opção, o problema é que ÀS VEZES não é. Então, qual é a vez? Seria bom se minha consciência ouvisse um tipo de alerta vermelho, mas há outro problema: ela é inconsciente de si mesma.
Todos os dias pergunto: "Como as pessoas(inclusive eu) podem se tornar menos incoerentes e contraditórias?'', eu não sei a resposta. É certo que na fila das dúvidas, há outras perguntas na frente dela, como: Qual vez?
Qual vez devo ser rude, agressiva, boba, bomba? Qual vez devo ignorar meu pessimismo para que meu otimismo se sobressaia? Qual vez devo ignorar sentimentos, pensamentos e pessoas? Qual vez?
Porque às vezes é a vez, outras vezes não é.
18 agosto, 2012
13 agosto, 2012
Cega ela mente!
A cegueira da mente não ocorre somente com os fracos, talvez ocorra mais frequentemente com os fortes (essa hora eu pergunto: será o forte um fraco?). Ela vem em horas que nem se imagina e depois se sentem retardados por não acreditar que foram tão burros, inocentes, ao terem caído na cilada de suas próprias mentes. Que traiçoeira!
Às vezes enxergam o que querem, como se existesse a opção de mudar de canal dentro do próprio canal, como se usassem óculos e eles estivessem enfumaçados, impedindo de enxergar direito. Que traiçoeira!
Pior que isso é demorar de enxergar que foram suas cegueiras que impediu de agir, e fez se lamentar por coisas que deveria ter feito e não fez. Pior mesmo é imaginar que não iria conseguir fugir da cegueira, caso a situação voltasse a ocorrer. Que tragédia! ( "Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual...").
Às vezes enxergam o que querem, como se existesse a opção de mudar de canal dentro do próprio canal, como se usassem óculos e eles estivessem enfumaçados, impedindo de enxergar direito. Que traiçoeira!
Pior que isso é demorar de enxergar que foram suas cegueiras que impediu de agir, e fez se lamentar por coisas que deveria ter feito e não fez. Pior mesmo é imaginar que não iria conseguir fugir da cegueira, caso a situação voltasse a ocorrer. Que tragédia! ( "Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual...").
12 agosto, 2012
Meio Conto
Depois de uma longa viagem, resolve descansar dando um mergulho. Nesse descanso encontra a velha concha que estava aguardando seu estranho morador. O local parecia estar em ordem, tudo em seu devido lugar, em paz...
À noite ocorre algo mágico, aquilo que estava tranquilo vira uma verdadeira desordem: música alta e vozes gritantes. Aquele já não parecia o mesmo lugar.
A verdade é que a concha guarda segredos, e esses, perturbam a noite.
O pobre morador que antes só precisava dizer: "por favor, pare com esse barulho!'', hoje precisa dizer "por favor com açúcar por cima, pare com esse barulho!" , para que a tranquilidade volte a reinar. O que o doce, apaixonado, pobre morador não imaginava é que estava desperdiçando açúcar, pois o que fazia a baderna cessar não era o açúcar e sim a luz do sol.
À noite ocorre algo mágico, aquilo que estava tranquilo vira uma verdadeira desordem: música alta e vozes gritantes. Aquele já não parecia o mesmo lugar.
A verdade é que a concha guarda segredos, e esses, perturbam a noite.
O pobre morador que antes só precisava dizer: "por favor, pare com esse barulho!'', hoje precisa dizer "por favor com açúcar por cima, pare com esse barulho!" , para que a tranquilidade volte a reinar. O que o doce, apaixonado, pobre morador não imaginava é que estava desperdiçando açúcar, pois o que fazia a baderna cessar não era o açúcar e sim a luz do sol.
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