25 abril, 2010

Onda Turbulenta


“Eu sou nuvem passageira que com o vento se vai...”

Jacaré, cachorros, elefante sentado numa cadeira, gatos andando de bicicleta... e um monte de outras coisas. Olhar as nuvens era um dos meus passatempos preferido, quando criança, e o melhor da brincadeira é que não via o mesmo que minhas irmãs ou colegas. Confesso que ficava desesperada tentando achar o que eles viam, e não conseguia.
Era bom (e continua sendo) olhar as nuvens e notar que elas estão saindo de uma forma (se espalhando) ou se juntando com outras nuvens (virando formas maiores).

Um dia estava estudando Geografia e em um certo capítulo falava sobre as nuvens e seus tipos e subtipos, acho que tinha uns 10 e só reconheci umas duas, os outros não reconhecidos eram bem bonitos (Mammatus, Cirrus Kelvin, Helmholtz...), fiquei com vontade de estudá-las, mas decidi só admirá-las.

O fato é que do nada descubro que há uma sociedade de Admiração das Nuvens, deixa eu repetir: Uma sociedade que busca a beleza e não a ciência em si.Tudo bem que isso não é uma coisa tão “Oh!Nossa!”, mas é algo que eu realmente não imaginava. Essa sociedade criada em 2005 na Inglaterra tem mais de 19 mil membros (Números não são comigo: não decoro, não lembro nunca... no máximo sei aproximar. Rs), desses 37 são brasileiros. Seu manifesto diz o seguinte:

“Cremos que nuvens são injustamente amaldiçoadas e que a vida seria incomensuravelmente mais pobre sem elas.
Para nós, elas sãos os poemas da natureza, a mais igualitária de suas criações...
Nos comprometemos a combater a “mentalidade do céu azul” onde quer que ela exista. A vida seria tediosa se, dia após dia, tivéssemos de olhar para uma monotonia sem nuvens.”

É, quando eu era criança achava chato não ter nuvens no céu, hoje não penso mais assim, na verdade não sei o que penso.

Foi essa associação que observou uma “nova” nuvem, Undulatus Asperatus (Onda Turbulenta). Ela é interessante, uma espécie de mar agitado, agitadíssimo, lembra as gigantes ondas do Hawaii. Foi ela que me fez escrever, foi ela que me mostrou o quanto é complicado ser reconhecida com um novo tipo de nuvem.
Asperatus é nosso dia-a dia (com ou sem fenômeno da natureza) e admiração é o que tenhompor essas pessoas bobas que se dedicam a coisas inimagináveis.
Hoje eu analiso mais paredes (por motivos óbvios) que nuvens, e é interessante os desenhos, rabiscos, pinturas, manchas em paredes novas e velhas. Será que existe alguma sociedade de admiradores de paredes? Hmmmmm....

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