Quatro da manhã, horas tentando dormir, a insônia chegou, parou, seduziu-me e estimulou pensamentos, insights.
Agora sei mais um segredo do meu eu, não sou egoísta, compartilharei: Eu gosto de mim. É um gostar totalmente racional e emocional, capaz de enfrentar tudo por mim mesma.
O dia escolhido para descobrir isso foi o mais correto de todos, pós o dia mais marcante da minha vida em mim e da minha vida nos outros, o dia que recebo injeção de ânimo e transbordo de amor.
Sim, eu gosto mesmo de mim! Gosto tanto que jamais irei me trair ou deixarei algo me ferir. Proteger-me é como se fosse proteger um bem daqueles que gostam de mim, maluquice né? Vou exemplificar: imagine-me triste, cansada, estressada, sem forças alguma, ao ponto de não rir das besteiras que me contam, de não fazem piadas das minhas tragédias, ao ponto de não ter planos e estar totalmente negativa ou estar reclamando da vida que levo. Seria triste, né?
Então... gosto de mim, porque assim sou útil a mim e aos meus amados/odiados (claro, meu amor sempre será bipolar) amigos.
Hoje, sei perfeitamente que gosto de mim porque todo tempo meus amigos(lindos) dizem algo lindo, algo que muitas vezes me faz rir e me emocionar. O que seria de mim sem eles, hein? Pessoas que diretamente ou indiretamente me fazem evoluir como pessoa, fazem com que eu enxergue algo que eu não consigo sozinha e que todo tempo estimulam a minha coerência comigo mesma.
O que seria dos meus sorrisos mais bestas, das minhas chatices, dos meus conselhos, piadas, das minhas discussões, do carinho, dos meus ouvidos, sem tê-los?
Blindo meu coração, mas é para o bem, não só pensando em mim. Eu me protejo, eu sei, mas eu preciso disso. Também sei que quando ultrapassam a blindagem é tão difícil sair dele, e aí corro o risco de ser ferida, se eu for ferida vou me proteger novamente e assim vou criando mais e mais proteções.
Meu sonho? Andar desprotegida, mas eu gosto de mim...
25 janeiro, 2011
22 janeiro, 2011
Positivamente
Sabe o "podia ser pior" ou o "apesar de"? Eles são ótimos aliados e servem como alimento para o bom humor.
Tanta coisa podia ser pior que quebrar uma unha, tanta coisa podia ser pior que aquela 'bomba' que você ficou sabendo. Apesar de quebrar uma unha, você ainda tem outras inteirinhas para que se possa quebrar (seria pior se você não tivesse unha); apesar da 'bomba', é sorte ela não ter causado sua morte, nem todos superam bombas assim tão fácil.
Para usá-los tem que ter cuidado, eles não podem ser usados quando há uma desconfiança, ou melhor, quando não se acredita neles. Se você não souber usar, só lamento, mas se te conforma: podia ser pior.
Tanta coisa podia ser pior que quebrar uma unha, tanta coisa podia ser pior que aquela 'bomba' que você ficou sabendo. Apesar de quebrar uma unha, você ainda tem outras inteirinhas para que se possa quebrar (seria pior se você não tivesse unha); apesar da 'bomba', é sorte ela não ter causado sua morte, nem todos superam bombas assim tão fácil.
Para usá-los tem que ter cuidado, eles não podem ser usados quando há uma desconfiança, ou melhor, quando não se acredita neles. Se você não souber usar, só lamento, mas se te conforma: podia ser pior.
Ah... as mudanças!
Às vezes nós mudamos e não sabemos o porquê. Julgamos quando os outros mudam, mas muitas vezes esquecemos que "mudar" pode ser a única opção. Já parou pra pensar?
Veja quantas vezes você se magoou, tornou-se uma pessoa '' fria'', e como consequência magoou alguém (e provavelmente você nunca quis que isso acontecesse). Veja quantas vezes criticou algo no seu irmão mais velho, ou nos seus pais e acabou sendo ou fazendo o que você criticou.
Ah... as mudanças. São tão necessárias, podem ser bem ou mal recebidas, podem ser amadas ou odiadas, podem ser motivos de reaproximação ou separação. Seria bom se pudéssemos controlá-las, ou não?
O que seria se arrancassem de si, seus defeitos ou qualidades?
O que seria se você não tivesse seus pais, irmãos, namorado(a), ou qualquer outra pessoa querida?
O que você faria se sua visão ou audição falhasse? Suicídio, ou aprenderia a viver com essas limitações?
E se você tivesse que sair de casa, ficar longe de tudo e todos e fosse viver uma vida diferente da qual vive?
O que seria das nossas vidas sem o ar, água, comida, roupas...? O que seria dos ouvidos sem a música? O que seria da caneta sem o bocal? Do papel sem o lápis ou a caneta?
Enfim, o que seria dos objetos animados e inanimados sem as coisas que eles possuem, ou sem as relações ‘’íntimas’’ com outros objetos? Já parou pra pensar?
Cortar defeitos ou qualidades, por exemplo, pode ser perigoso. Seus defeitos e qualidades têm uma relação íntima com você, cortá-los pode te desmoronar.
O que seria de você sem você? Dos meus pensamentos, muitas vezes patéticos, sem um meio para solta-los? O que seria de mim sem meu sarcasmo, ironia, sem as pessoas que eu beijei, sem toda minha história, o que seria?
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