Um dia, em um bom ou mau dia, uma daquelas pessoas
consideradas invisíveis socialmente, surpreende com um “Bom dia” com tanta
espontaneidade. Ele olhou, fixou o olhar naquela pessoa a quem sempre pedia
dinheiro (e que nunca lhe dava), reconheceu o seu rosto, e desejou o mais
natural “Bom dia”.
Ele (eu, você e quem mais?) queria resposta, ela deu, e ele
sorriu, pareciam velhos amigos. E isso se repetia, como se a resposta fosse
mais importante que qualquer outra coisa. Ele não sabia, mas pra ela, aquele "Bom Dia" era sinal que não era só ela que esperava respostas.
Não queriam um tapete vermelho, um abraço apertado, um
sorriso verdadeiro, apenas um bom dia.
Tantas vezes calam,
abrem e fecham portas sem ouvir a resposta pro “Bom Dia”, inevitavelmente pensam: “nunca mais darei Bom Dia”. Em um outro dia, por educação, e não por
serem “idiotas”, novamente estavam lá, dizendo mais um “ Bom Dia”.
Aos poucos se aprende: não é necessário pré-requisitos,
sociais ou econômicos, para entender que “Bom Dia” é apenas um Bom Dia.
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